O inconsciente coletivo feminino está confuso. Mulheres agressivas, defensivas, lutando pelo seu espaço. Não há erro nisso pois por milhares de anos, durante toda a existência de nosso gênero foram criados estereótipos que nos inferiorizaram: sem direitos ao estudo, ao trabalho remunerado, à opinião... religiões patriarcais nos calaram, sociedades opressoras nos limitaram. Quantas mulheres na história da humanidade foram assassinadas, violentadas fisicamente e psiquicamente. Porém, os tempos estão mudando... os papéis tem se dividido... mulheres tem ganhado espaço na ciência e tecnologia, no mundo corporativo, no mercado de trabalho, nas artes, na política e em todos os setores onde predominava o masculino. Uma grande vitória, porém, será que continuamos buscando nosso espaço de maneira equilibrada?
Estamos conquistando cada vez mais a igualdade de direitos. Somos maioria nas escolas, temos nosso trabalho remunerado e direito à licença maternidade, temos organizações legais que nos protegem, falamos palavrões, bebemos cerveja, jogamos, viajamos sozinhas, etc... É um caminho sem volta, não precisamos temer! Com certeza, muito há de ser feito, pois acumulamos funções e responsabilidades, mas... por que temer ainda o olhar masculino sobre tudo isso? Uma mulher essencialmente feminina que faz tudo isso não precisa temer o que o sexo oposto vai pensar ou o que a sociedade poderá julgar. Será que em toda essa guerra dos sexos não estamos negando nosso instinto feminino de forma equivocada?
Devemos (homens e mulheres) ser respeitados e acolhidos por direitos iguais sim, mas não precisamos nos vestir de testosterona para isso. Não será o gritar mais alto, o falar mais palavrões, o beber compulsivamente, o virar workahoolic em nossos empregos ou o manter uma sexualidade banalizada que vão nos fazer mais respeitadas, honradas e dignas nessa sociedade. Não precisamos ser homens!
Precisamos explorar nossos dons femininos e caminharmos homens e mulheres lado a lado com respeito e dignidade. É desse equilíbrio que o mundo precisa. Não podemos negar nossa essência feminina que sempre será a doçura, o acolher, o cuidar, o curar. Os antigos povos celtas cultuavam as mulheres. Elas eram vistas como deusas por darem a vida, por sangrarem cinco dias e não morrerem, por usarem sua maravilhosa intuição, sua genial criatividade, seus cinco sentidos e sua sabedoria diante de seus povos e sua família. Elas eram conselheiras, curandeiras, elas usavam sua natureza selvagem feminina em prol de um equilíbrio perfeito. Tudo isso assustava certas tribos patriarcais, e por esse motivo, foram calando nossos dons, nosso poder de equilibrar o mundo com o amor que só o ser feminino é capaz de oferecer. Não podemos negar nossa essência de aconchego e refúgio. Não podemos negar nossa arte de costurar as feridas do mundo, não podemos negar nossa criatividade de transformar os frutos dessa terra em alimento. Não podemos negar que nossa voz doce foi feita para ninar o mundo de seu sofrimento. Não podemos negar que todas nós somos mães.
Essa guerra que estamos buscando faz com que cada dia mais minem nossa criatividade, nossa intuição e nossos dons verdadeiros. Cada vez mais estamos calando o feminino dentro de nós mesmas e deixando de usar toda essa magnitude de poder e beleza nos tempos modernos. Estamos criticando nossa própria essência e masculinizando cada vez mais esse mundo. Por esse desequilíbrio, por saber que nosso instinto não é esse é que acredito cada vez mais que as mulheres estão confusas, agressivas e histéricas buscando um movimento feminista vazio e sem propósito.
Quando o inconsciente coletivo feminino despertar pelo resgate de sua própria e verdadeira essência e aí sim, conquistarmos com ele o mundo moderno que vivemos, tenho certeza que o equilíbrio acontecerá. Não vivemos mais a inquisição. Podemos ser bruxas no mundo de hoje e convivermos (homens e mulheres) pacificamente lado a lado.
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